Receita atribuída a UBS com conteúdo sexual viraliza nas redes; prefeitura investiga possível falsificação em PE
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Possível receita médica da Prefeitura de Alagoinha, em PE, faz recomendação de cunho sexual
Reprodução/Redes sociais
Uma suposta receita médica com a prescrição de 3 horas de relações sexuais viralizou nas redes sociais. O documento teria sido emitido em uma unidade básica de saúde (UBS) do município de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, mas a autenticidade da imagem está sendo investigada.
Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha divulgou uma nota oficial nas redes sociais afirmando que o documento não foi produzido pela profissional identificada no carimbo. Segundo a pasta, há indícios de uso indevido da identificação funcional por terceiros.
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"Inicialmente, cumpre destacar que o referido documento não foi devidamente validado pela profissional técnica constante do carimbo aposto, não possuindo, portanto, assinatura que comprove sua autoria, responsabilidade ou concordância com o conteúdo nele exposto", disse a nota.
Segundo a Secretaria de Saúde, “o uso do carimbo constante no documento não foi realizado pela profissional responsável”. A pasta também declarou que a servidora citada não teve “anuência ou participação” no caso.
A secretaria informou ainda que instaurou um procedimento interno para investigar a origem do material e apurar possíveis crimes, como falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de identificação profissional. Também é investigada a possibilidade de montagem ou adulteração da imagem antes da divulgação nas redes sociais.
Em nota enviada ao g1, o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco informou que não recebeu denúncia formal ou comunicação oficial sobre o caso. O órgão afirmou ainda que “qualquer apuração no âmbito ético-profissional depende de elementos formais e documentalmente identificáveis”.
O conselho também declarou que, até o momento, “não foi possível confirmar a origem da imagem que circula nas redes sociais” nem identificar elementos que comprovem que o documento tenha sido emitido por profissional de enfermagem.