Quais são as reações da vacina da gripe e o que esperar

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
Quais são as reações da vacina da gripe e o que esperar Crédito: Divulgação Quais são as reações da vacina da gripe e por que elas não são motivo para deixar de se vacinar A vacina da gripe é uma das mais aplicadas no mundo, com décadas de uso e um histórico extenso de segurança. Mesmo assim, dúvidas sobre os efeitos colaterais ainda fazem muita gente adiar ou abandonar a imunização, principalmente antes do inverno, quando a proteção seria mais necessária. Entender o que de fato acontece no corpo depois da aplicação ajuda a separar o que é reação normal do que realmente precisa de atenção. E, para quem quer vacinar a família com rapidez e facilidade, os serviços de vacinação da Drogal estão disponíveis em várias unidades, sem precisar de agendamento em muitos casos. Quais são as reações da vacina da gripe mais comuns A vacina contra gripe é feita com o vírus inativado. Dessa forma, quando ocorrem reações, geralmente os sintomas são leves, como febre e dor local, e os efeitos são benignos e de curta duração. As reações mais frequentes são: Dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção Febre baixa Cansaço leve Dores musculares Dor de cabeça Febre, mal-estar e dor muscular acometem 1% a 2% dos vacinados. Têm início de 6 a 12 horas após a vacinação e persistem por um a dois dias. Se os sintomas passarem de 48 horas ou aparecerem sinais fora dessa lista, vale procurar orientação médica para avaliar se há algum outro fator envolvido. A vacina da gripe pode causar gripe? Esse é o mito mais persistente em torno do imunizante. A vacina influenza é inativada, ou seja, produzida com partículas virais que não são capazes de causar a gripe. O que acontece é que o organismo reconhece essas partículas e passa a produzir anticorpos, que é exatamente o objetivo da vacina. Esse processo de resposta imunológica pode gerar sintomas leves, como cansaço ou dor muscular, mas não é a doença em si. Outra situação comum é a pessoa tomar a vacina e pegar gripe logo depois. Essa reação ocorre porque ou ela já estava no período de incubação do vírus antes da aplicação, ou foi exposta ao vírus antes que o organismo tivesse tempo de criar proteção, o que leva em torno de duas semanas. Não é a vacina que causou o problema. Qual é a diferença entre as vacinas trivalente e quadrivalente? No Brasil, existem dois tipos principais de vacina contra a gripe disponíveis em 2026. A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza, dois tipos A e um tipo B. A vacina quadrivalente protege contra quatro cepas, dois tipos A e dois tipos B, oferecendo uma cobertura ampliada que inclui um segundo tipo de Influenza B, que pode variar de um ano para outro. Apesar das diferenças, as duas vacinas são seguras e eficazes. Elas têm a mesma formulação exceto pela linhagem adicional na quadrivalente, e perfil de segurança semelhante. Ambas seguem a regulamentação da Organização Mundial da Saúde e podem ser aplicadas em todas as pessoas indicadas. Para idosos com 60 anos ou mais, existe ainda uma terceira opção disponível na rede privada: a vacina de alta dose, com quatro vezes mais cepas do vírus Influenza do que a versão padrão. Ela foi desenvolvida especificamente para um público que precisa de cuidados redobrados com a saúde respiratória, já que o sistema imunológico envelhece junto com o organismo e pode ter uma resposta de defesa menor às vacinas comuns. Quem deve se vacinar todo ano A gripe não é uma doença banal para todos os perfis. Mais de 70% dos óbitos por gripe no Brasil ocorrem entre pessoas com mais de 60 anos. Estudos mostram que a vacina reduz significativamente os casos de hospitalização e morte por influenza nessa faixa etária. De acordo com o Ministério da Saúde, a recomendação de vacinação anual vale para crianças a partir de 6 meses, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e qualquer adulto que queira se proteger. A vacina muda todo ano porque o vírus muda: as cepas da temporada anterior são analisadas e o imunizante é atualizado para cobrir as variantes com maior circulação prevista. Quando a vacina é contraindicada Os casos em que a vacina não deve ser aplicada são raros. A principal contraindicação é alergia grave, com histórico de reação anafilática, a algum componente da vacina ou à dose anterior. Quem está com febre ou sintomas gripais ativos no dia da aplicação também deve esperar a recuperação completa antes de vacinar. Reações sérias como reações alérgicas generalizadas existem, mas são raríssimas. As reações de hipersensibilidade são raras e podem estar relacionadas a qualquer componente da vacina. As manifestações neurológicas também são raras e a frequência da Síndrome de Guillain-Barré associada à vacina é de 1 caso por milhão de vacinas administradas. Para ter parâmetro: o próprio vírus influenza pode desencadear essa síndrome com frequência muito maior do que a vacina. O que fazer se as reações incomodarem Para a dor local, uma compressa fria no braço resolve na maioria dos casos. Para febre baixa ou dor muscular, medicamentos como ibuprofeno ou dipirona podem ajudar, sempre seguindo a orientação do farmacêutico ou do médico, já que a indicação varia conforme o perfil de cada pessoa, incluindo contraindicações para crianças pequenas e gestantes. O desconforto geralmente passa em 24 a 48 horas. A proteção que a vacina oferece dura a temporada inteira. Entenda o funcionamento da vacina quadrivalente e por que é importante se proteger no inverno Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/rede-drogal/noticia/2026/07/28/quais-sao-as-reacoes-da-vacina-da-gripe-e-o-que-esperar.ghtml


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