'Maternidade real': os bastidores e os desabafos de Rafa Kalimann e Nattan sobre a chegada da filha
Rafa Kalimann fala sobre as polêmicas do documentário sobre a maternidade real
A estreia da série documental "Tempo para Amar", no GNT e no Globoplay, trouxe a público os bastidores reais e sem filtros da gestação de Zuza, filha da influenciadora Rafa Kalimann e do cantor Nattan. Idealizada a partir de registros pessoais que começaram a ser feitos antes mesmo do nascimento da bebê, a produção gerou debate nas redes sociais ao expor as visões distintas do casal sobre o período de convivência e a preparação para a maternidade.
A produção acompanha a intimidade do casal, que decidiu ter um filho com poucas semanas de relacionamento. "A gente tá juntos há pouco mais de um ano. A gente decidiu com semanas que a gente estava junto, a gente falou: 'vamos ter um filho'", relata Rafa.
A influenciadora, que tem histórico de diagnóstico de depressão há seis anos e enfrentou uma perda gestacional em 2024, durante um relacionamento anterior, detalha o peso emocional do período. "Foi uma gravidez muito tranquila, fisicamente. Emocionalmente, foi muita luta. É que eu estou tomando remédio, né? O antidepressivo. Há seis anos. Seis anos, eu fui diagnosticada. Mas aprofundou mais em 2024, que eu tive uma perda gestacional", afirma.
Mesmo com suporte estrutural e financeiro, o sentimento de solidão durante o nono mês de gestação tornou-se um dos pontos centrais dos primeiros episódios. "Eu podia ter muitas pessoas ao meu redor e eu me sentia muito sozinha. Eu tenho muita dificuldade em pedir ajuda. Tenho muita dificuldade em verbalizar. 'Eu preciso de ajuda, eu me sinto sozinha'", desabafa a influenciadora.
As diferenças no tempo de transição para a paternidade também são expostas nos depoimentos de Nattan, que relata sua dificuldade inicial em compreender as demandas da parceira em meio a uma rotina intensa de apresentações. "Às vezes eu estava aqui em casa, só que um exemplo, ela estava cozinhando e às vezes eu estava aqui no sofá, deitado. Ela falou: 'eu quero que você esteja mais perto de mim ainda, eu estou me sentindo sozinha'. E eu ficava sem entender, meu Deus, como é que ela tá sozinha se eu estou aqui em casa com ela?", diz o cantor.
O distanciamento gerou desgastes na reta final da gravidez, quando o cantor realizou uma sequência de sete shows pelo Nordeste e estendeu a viagem para uma confraternização com amigos em Gramado (RS). "Então ele começou a fugir de tudo que pudesse trazê-lo pra cá e pra essa realidade que não estava legal", aponta Rafa. Nattan reconhece o conflito: "E a Rafaela me falando muito: 'Nattan, preciso de você mais aqui perto'. Os meus amigos vieram do interior junto comigo. Eu nunca fiz uma confraternização, nada com eles. E eu fui fazer um show em Porto Alegre. Era meu sonho também levar eles pra conhecer Gramado. Falei com ela. Na hora, parece que a professora chega assim e fala assim: 'ó, tá aqui o gabarito pra você' e parece que você marca tudo errado. E porque eu também estava entendendo como era tudo aquilo, estava sendo tudo muito novo pra mim".
Rafa ressalta o desgaste de precisar cobrar a presença do companheiro no período final da gestação. "Aí, só que, o que que é o ponto? Chega uma hora que você não quer mais falar o óbvio. Eu estou no nono mês de gestação e mais uma vez eu tenho que te pedir pra estar em casa comigo. Nós estávamos na mesma casa. Ele só estava sendo como ele sempre foi. E eu esperava um pouco mais, só que eu também não conseguia pedir nem falar para ele o que eu esperava dele."
Parceria e amadurecimento da relação
Apesar dos desentendimentos exibidos, a influenciadora nega que tenha havido desamparo por parte do cantor e defende a importância de expor os conflitos normais de uma relação. "Sim, eu queria ele presente. Foi uma vez, nós conversamos sobre e não aconteceu de novo o pagode. Eu acho que essa é a construção dessa relação. Porque o pagode não me incomodava antes. A ida para o pagode antes não me incomodava. Aqui com as minhas amigas, outros rolês aconteciam, e não me incomodava. Aquilo era o natural do que a gente já estava acostumada a viver dentro dos nossos acordos. Então, vem a gravidez e ela muda muita coisa, ela muda muitos cenários", explica Rafa.
Para ela, a discussão levada ao documentário reflete uma realidade comum a muitos casais. "Eu ainda não encontrei em nenhum dos relatos que li, das conversas que tive, um homem que não passou exatamente por esse processo de ter um tempo muito mais longo do que o da mulher para a ficha cair em relação à maternidade."
"E por isso eu trouxe essa conversa para o documentário, é que eles precisam entender, desde o positivo, que eles também já são pais. Eu nunca falei que fui abandonada emocionalmente. Não passou nem perto disso."
"O nosso caso tem muita cumplicidade, tem muita troca, tem muita conversa e também tem muito conflito, porque nós somos um casal real. Mas a gente está muito fortalecido como casal, mais do que nunca", conclui.
Os dois primeiros episódios de "Tempo para Amar" estão disponíveis na plataforma Globoplay, e os dois capítulos finais serão lançados nas próximas semanas.
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